Com gastos bilionários de brasileiros no exterior, planejamento estratégico e curadoria ganham espaço entre mulheres que viajam sozinhas ou em roteiros personalizados
No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, os dados oficiais reforçam o peso econômico das viagens internacionais. Segundo o Banco Central do Brasil, as despesas de brasileiros no exterior ultrapassaram US$ 21 bilhões em 2025, conforme a estatística da Conta de Viagens do Balanço de Pagamentos. O volume confirma a consolidação das viagens internacionais como item relevante de consumo e investimento pessoal.
No cenário global, a ONU Turismo, por meio da edição mais recente do World Tourism Barometer, aponta que o fluxo internacional de turistas voltou a patamares equivalentes aos níveis históricos mais altos já registrados, consolidando o turismo como um dos setores mais dinâmicos da economia mundial.
O crescimento do volume financeiro destinado a viagens internacionais amplia a exigência por planejamento estruturado. Administradora de empresas e idealizadora do perfil no instagram Mala Vermelha pelo Mundo, Carmita Ribeiro observa que o comportamento feminino nesse mercado mudou de forma significativa. “A mulher hoje trata a viagem internacional como projeto. Existe análise de custo, logística, localização e segurança. Planejar deixou de ser detalhe e passou a ser parte central da experiência”, afirma.
Com vivência em mais de 65 países, ela compartilha no perfil orientações baseadas em experiência direta nos destinos, incluindo roteiros detalhados, análise estratégica de hospedagem, organização de deslocamentos e contextualização cultural. O conteúdo atende especialmente mulheres que viajam sozinhas ou em pequenos grupos e buscam previsibilidade em viagens de maior investimento financeiro.
“O custo do erro em uma viagem internacional é alto. Uma escolha mal localizada pode comprometer dias inteiros. Quando existe curadoria baseada em vivência real, a margem de risco diminui”, afirma.
Os dados do Banco Central indicam que o consumidor brasileiro voltou a direcionar recursos expressivos para o exterior. Em um ambiente de variação cambial e custos elevados de transporte e hospedagem, decisões estruturadas tornam-se ainda mais relevantes.

Para Carmita, mulheres acima dos 40 e 50 anos representam parcela crescente desse público. “Há mais autonomia financeira e clareza de prioridades. A maturidade traz escolhas conscientes e menos improviso”, diz.
No Dia Internacional da Mulher, o avanço das viagens internacionais evidencia não apenas a dimensão econômica do setor, mas também o protagonismo feminino na forma de planejar, estruturar e viver experiências fora do país. Em um mercado que movimenta bilhões anualmente, organização e curadoria deixam de ser diferencial e passam a ser elemento central da jornada.
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