O uso profissional do WhatsApp entrou em uma fase mais técnica, estratégica e regulada. O aplicativo, antes tratado por muitas empresas como um canal simples de atendimento ou disparo de mensagens, passou a concentrar vendas, relacionamento, comunidades, suporte, lançamentos digitais e operações comerciais inteiras. Essa mudança exige mais do que presença no aplicativo: exige infraestrutura, dados, segurança, automação e adaptação às novas regras da Meta.
É nesse contexto que Luiz Santos, CEO e fundador do SendFlow e do UnniChat, promove a segunda edição do WhatsUp 2026, evento presencial voltado a clientes e partners convidados das duas plataformas. Com 13 anos de empreendedorismo no digital, Luiz esteve à frente de grandes campanhas do marketing digital e lidera hoje duas empresas ligadas à gestão, automação e operação profissional do WhatsApp. “É um evento para atualizar as pessoas sobre o que funciona, o que não funciona e o que está mudando nas operações de WhatsApp a partir dos dados e usos que acompanhamos nas plataformas”, afirma.
A edição de 2026 acontece em 17 de julho, no Amcham Business Center, em São Paulo, com público estimado de 200 participantes. A proposta é reunir CEOs, founders, diretores e gestores de operações que já movimentam faturamentos superiores a sete dígitos por ano. Segundo a organização, mais de R$ 1,5 bilhão em faturamento estará representado nas cadeiras, com predominância de negócios digitais e presença também de varejistas físicos e online.
O momento do encontro ganha relevância por causa das mudanças recentes na WhatsApp Business Platform. A página oficial de preços da plataforma informa que empresas são cobradas com base em mensagens entregues, e não apenas em conversas abertas, com valores que variam conforme país e categoria da mensagem, como marketing, utilidade, autenticação e serviço
Para Luiz, essa virada altera a lógica das operações que dependem do canal. “Antes, muita gente olhava para o WhatsApp apenas como volume. Agora, com a cobrança por mensagem e mudanças na API Oficial, a eficiência do fluxo, a segmentação e a qualidade da comunicação passam a impactar diretamente o custo e o resultado da operação”, explica.
O WhatsUp foi criado justamente para discutir esse novo cenário. A programação terá apresentação de novidades do SendFlow e do UnniChat, além de convidados com palestras sobre temas ligados ao uso profissional do WhatsApp. O evento também terá café, almoço e happy hour, com formato imersivo de workshop e networking, sem pitch de vendas. A proposta é criar um ambiente de troca entre empresas que já usam o aplicativo como parte central de suas estratégias comerciais.
O nome do evento também carrega uma provocação. “WhatsUp” faz referência à expressão em inglês “what’s up?”, usada para perguntar “o que está acontecendo?” ou “quais são as novidades?”. A ideia é refletir exatamente o objetivo do encontro: apresentar o que está funcionando, o que deixou de fazer sentido e quais mudanças devem orientar o futuro das operações baseadas no WhatsApp no Brasil.
Além das mudanças de cobrança, o encontro também deve abordar temas como automação, CRM, gestão de comunidades, inteligência artificial, segurança, dados operacionais e escala. A presença de apoiadores como Meta e Hotmart reforça o caráter estratégico da edição, voltada a empresas que dependem do aplicativo para vender, atender, engajar e proteger suas bases de clientes.
O avanço do WhatsApp no ambiente corporativo tornou a profissionalização do canal uma necessidade. Empresas que antes dependiam apenas de disparos ou atendimentos manuais agora precisam entender métricas, custos, integração com CRM, regras da Meta e comportamento do usuário.
Para Luiz Santos, a principal mensagem do evento é a adaptação. “O WhatsApp muda rápido, e quem opera em alto volume precisa acompanhar essas mudanças antes que elas virem problema. O objetivo do WhatsUp é reunir quem está na linha de frente para discutir estratégia, dados e tecnologia com profundidade”, conclui.
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