Especialista aponta que decisões, posicionamento e percepção de valor pesam mais que esforço na evolução das empresas
O que faz alguns empresários avançarem mesmo em momentos de pressão econômica enquanto outros permanecem no mesmo patamar? A resposta pode estar menos no mercado e mais na forma como esses líderes pensam e tomam decisões.
A psicóloga e empresária Fernanda Tochetto, fundadora do Tittanium Club e cofundadora da Mentoring League Society, defende que o crescimento está diretamente ligado à chamada “mentalidade de valor”, conceito que ela criou e que conecta comportamento, posicionamento e resultado. Segundo ela, empresas que evoluem não necessariamente trabalham mais, mas operam com mais clareza estratégica.
“Valor não está no que a empresa entrega, mas no que o mercado reconhece. E isso é construído com decisão, consistência e posicionamento claro”, afirma.
A análise ganha relevância em um ambiente de menor crescimento econômico. Após expansão mais forte em 2024, as projeções para os anos seguintes indicam um ritmo mais moderado, o que aumenta a pressão por eficiência e diferenciação.
Nesse cenário, a diferença entre avançar ou estagnar tende a aparecer na forma como o empresário organiza prioridades, define seu posicionamento e constrói percepção de valor. Produto e mercado seguem importantes, mas deixam de ser os únicos determinantes.
Segundo Tochetto, a mentalidade de valor se sustenta em decisões estruturais do líder. Isso inclui desde o cuidado com a própria energia física e emocional até a forma como o tempo é utilizado, a clareza de propósito, a construção de autoridade e a capacidade de gerar previsibilidade comercial.
Na prática, esses fatores deixam de ser subjetivos e passam a impactar diretamente indicadores do negócio, como margem, ticket médio e recorrência de receita.
“Valor não é o que você acredita que entrega, é o que o mercado percebe. E essa percepção é construída com consistência, posicionamento e prova real”, diz.
Esse movimento também acompanha uma mudança no comportamento de consumo. Estudos recentes indicam que confiança e credibilidade têm peso crescente na decisão de compra, o que amplia o papel da liderança na construção da reputação do negócio.
Para a especialista, um dos principais erros está na rotina desorganizada. Empresários que não crescem costumam operar sob pressão constante, reagindo a problemas imediatos e repetindo padrões que não geram avanço.

“O empresário ocupado não é necessariamente um empresário em crescimento. Quem está preso na operação tende a manter o negócio no mesmo lugar”, afirma.
A mudança, segundo ela, não depende de mais informação, mas de execução. Revisar decisões, ajustar o posicionamento e criar consistência na entrega são movimentos centrais para sair da estagnação.
“Muitos empresários sabem o que precisa ser feito, mas não sustentam a execução. Mentalidade de valor é o que mantém o crescimento no longo prazo”, diz.
No fim, a diferença entre crescer ou travar pode estar menos no esforço e mais na forma de pensar o negócio. “Empresas não estagnam por falta de oportunidade, mas por falta de mentalidade de valor”, conclui.
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